Como Ser Real Quando Tudo Parece Imaginário
Autonomia não apareceu como tema principal. Surgiu de mansinho, após algumas conversas, quando falávamos de responsabilidade, autoria, escuta, presença. Logo, o senso comum emergiu: “ser autônomo é fazer tudo sozinho”. Eu, por outro lado, defendia que autonomia é mais do que isolamento — e que a reduzir a isso é sinal da erosão semântica que atravessa nosso tempo.

Percebi então: vivemos na Era da Informação, mas um tema tão essencial ainda é tratado fragmentadamente, sem nexos entre Mercado, Sociedade, Psicologia ou Arte. A inquietação virou ensaio. O ensaio virou pesquisa. A pesquisa virou jornada. E a jornada virou este livro.
O que compartilho aqui não é uma verdade pronta, mas um diálogo vivo — comigo, com meus interlocutores, e agora, com você.
Escrevi para me ouvir. Para confrontar ideias que se escondem sob a pressa. Para costurar reflexões que, separadas, não davam conta do todo. O resultado é um convite: embarcar comigo nessa travessia sem volta, mas de recompensas inestimáveis.
Autonomia_no_Caos__O_Convite_à_Vertigem_para_Ser_Real_em_Tempos_Imaginários.m4a